quarta-feira, 20 de maio de 2015

FIFA impulsiona força-tarefa em prol do futebol feminino no Brasil

FIFA impulsiona força-tarefa em prol do futebol feminino no Brasil

Em seminário promovido pela CBF, dirigentes da entidade apontam falta de estrutura como maior problema. Técnica da seleção alemã cita exemplo do país na modalidade

Por Rio de Janeiro
Richard Kindermann Ferreira - Vice-presidente - seminário CBF - futebol feminino (Foto: Cíntia Barlem)Richard Kindermann Ferreira - Vice-presidente - seminário CBF - futebol feminino (Foto: Cíntia Barlem)
- A gente recebe dezenas de e-mails semanalmente. É muita menina pedindo para querer jogar, querendo uma oportunidade. Pais que ligam para nós: "Quanto tem que pagar para a minha filha jogar com vocês?".

E-mails, ligações, visitas. O relato acima vem do Kindermann, atual campeão da Copa do Brasil feminina. Mesmo com os títulos e estrutura, o clube vive a empreitada constante em busca do reconhecimento da modalidade no Brasil. A atual organização do time comporta 40 atletas. Mas o quantidade de meninas em busca de uma chance é bem maior e uma equipe não pode resolver a tarefa sozinha. O dirigente aponta o maior problema: a falta de categorias de base. Segundo ele, o desenvolvimento de novos talentos é precário.

- Já tivemos 50 atletas, mas a falta da base é gritante no Brasil. A gente tem agora o exemplo de uma seleção que tirou 25 atletas dos clubes (para a formação da seleção permanente) e baixou o nível do campeonato. Nós tivemos que contratar atletas em razão disso, mas não há atletas disponíveis. Então fizemos estrutura com jogadoras sub-20. E veio a convocação do sub-20 que também acabou levando as jogadoras - afirmou Richard Kindermann Ferreira, vice-presidente do clube, durante o seminário para o desenvolvimento do futebol feminino realizado esta semana na CBF.

Parte do legado da Copa do Mundo chega justamente com essa finalidade.  Realizar o sonho de diversas meninas que não sabem a quem recorrer. O processo é lento e US$ 15 milhões (R$ 45 milhões) - valor destinado ao futebol feminino - é pouco para um país como o Brasil. Mas a cubana Mayi Cruz Blanco, gerente sênior de desenvolvimento do futebol feminino da FIFA, acredita ser um primeiro degrau. Ela aponta a falta de estrutura como a maior dificuldade. É preciso um planejamento e um direcionamento nos investimentos.
gerente sênior da FIFA para desenvolvimento do futebol feminino, Mayi Cruz Blanco. (Foto: Cíntia Barlem)gerente sênior da FIFA para desenvolvimento do futebol feminino, Mayi Cruz Blanco. (Foto: Cíntia Barlem)
- Há uma necessidade de estrutura, mas uma estrutura que não seja somente na seleção principal. Desenvolver também a formação de atletas. Estávamos falando no seminário que nós queremos ver uma liga que seja referência no mundo. E há um grande potencial para isso. Com o fudo do legado da Copa há 15% que tem que ser investido no futebol feminino e com isso nós iremos discutir com a CBF como esse investimento pode ser feito. Mas certamente para ser como a Alemanha você tem que ter um plano de desenvolvimento de estrutura para mulheres e meninas. Quinze milhões (de dólares) não é muito para um país como o Brasil, mas se pensa nisso como um primeiro passo - declarou.

Se o objetivo é chegar ao nível da Alemanha, o processo será longo e detalhado. A técnica da seleção nacional, Silvia Reid, explica que as associações regionais se mobilizam de forma conjunta na procura por talentos. Além disso, há a unificação até mesmo nos sistemas táticos na base. O resultado? Quando chega ao time principal, a atleta já está ambientada com o tipo de jogo da colega ao seu lado.

- O segredo é: trabalho duro e boas estruturas. Nos temos na DFB (Federação Alemã de Futebol) e nas suas associações regionais um sistema muito bom de desenvolvimento de talentos. Além disso nos trabalhamos junto com os clubes. Nos temos uma colaboração muito boa de acordo com padrões uniformes. As nossas equipes sub-15 até sub-20 jogam com o mesmo sistema tático. Isto ajuda integrar as jovens jogadoras no time principal - afirmou Silvia Reid, técnica da seleção da Alemanha, em entrevista por e-mail ao GloboEsporte.com.

O talento brasileiro aguça a FIFA. A entidade quer que o país possua no feminino a mesma referência que possui no masculino. O foco no projeto é tão importante que organização colocou suas atenções voltadas ao Brasil. Um projeto dedicado ao nosso talento, um projeto para que outras Martas apareçam e deem espetáculo. 

- Esse projeto vai ser somente para o Brasil. Vai trabalhar com a parte regional em mais níveis como primeira e segunda divisões. Assim, queremos que os times deem maior espetáculo e evoluam - disse Gregory Engelbrecht, diretor sênior para o desenvolvimento de programas nas Américas.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2015/05/fifa-impulsiona-forca-tarefa-em-prol-do-futebol-feminino-brasileiro.html

terça-feira, 19 de maio de 2015

Fifa cobra da CBF uma liga nacional de futebol feminino

A Fifa cobrou mais ação da CBF para incrementar o futebolfeminino no País. Presente ao seminário realizado nesta terça na sede da confederação, no Rio, a gerente de desenvolvimento do futebol feminino da Fifa, Mayrilian Cruz Blanco, criticou o curto período do atual Brasileiro da categoria, com apenas 15 datas em dois meses, e falou sobre a importância de o País criar uma liga nacional.

 Foto: Jose Sena Goulao / EFE
Apesar de contar com Marta, Brasil tem se distanciado de potências do futebol feminino nos últimos anos
Foto: Jose Sena Goulao / EFE
Ela ressaltou ainda que o Brasil se distancia cada vez mais das grandes potências do futebol feminino e afirmou que até mesmo na América do Sul outros países já desenvolvem projetos consistentes para a modalidade. “O Paraguai faz um bom trabalho e deve ter resultados a médio prazo. No Brasil, que tem muito potencial, falta um compromisso da CBF, dos clubes, do governo e patrocinadores.”
“Explicamos sobre a importância de se constituir uma liga aqui no Brasil. É o primeiro caminho para se estruturar. O Brasil é um modelo para o mundo, no futebol. Precisa avançar”, declarou.
Por trás do discurso de Mayrilian, há em primeiro plano o interesse da Fifa em expandir seus negócios comerciais com filiados que tenham força no futebol e potencial de gerar mais recursos para a entidade, com equipes fortes e competitivas.
O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, abriu o seminário, mas não falou com a imprensa. De acordo com Mayrilian, ele se comprometeu a dar atenção especial ao futebol feminino.
“Ele nos disse que isso é uma prioridade, mas enfatizou que se trata de um projeto que depende de um conjunto de forças, incluindo o governo federal, Estados e municípios. Que a CBF não pode levar o futebol para as escolas.”
O Seminário de Desenvolvimento do Futebol Feminino, que se encerra nesta quarta-feira, também discute como se devem investir recursos equivalentes a R$ 15 milhões, destinados ao futebol feminino do País pelo Fundo de Legado da Copa do Mundo.

http://esportes.terra.com.br/futebol/fifa-cobra-da-cbf-uma-liga-nacional-de-futebol-feminino,98d1f220f1128081f93584491eaf68046ujlRCRD.html



terça-feira, 12 de maio de 2015

Marco Aurélio Cunha renuncia à vaga na Câmara-SP e será diretor da CBF

Por São Paulo
Marco Aurélio Cunha são paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Marco Aurélio Cunha vai virar diretor de futebol feminino da CBF a partir de quinta-feira (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O vereador em São Paulo Marco Aurélio Cunha, filiado ao PSD, vai renunciar ao cargo na Câmara Municipal para virar diretor de futebol feminino da CBF. O ex-dirigente do Tricolor paulista vai iniciar sua nova atuação na quinta-feira. A informação é da"Folha de São Paulo" e foi confirmada pelo GloboEsporte.com.
Procurado pela reportagem, Cunha só confirmou o desligamento ao cargo da Câmara.
– Vou assumir um posto diferente, em um novo compromisso, mas só assumo formalmente na quinta-feira. São coisas casadas. Não posso fazer uma coisa sem a outra. Já anunciei a minha saída, mas sigo trabalhando até quinta – explicou.
Quem é
Médico ortopedista, Marco Aurélio Cunha começou sua atuação no futebol como médico do São Paulo, na década de 1970 e foi responsável pelo departamento até 1990. Depois de seguir na função por mais alguns anos em outros clubes, incluindo os asiáticos Kashiwa-Reysol e Verdy-Kawasaky, virou diretor de futebol do Coritiba em 1996. Na sequência, continuou como dirigente no Santos, Figueirense e Avaí até retornar ao São Paulo, em 2002, como superintendente de futebol.
Na política, foi eleito vereador por São Paulo em 2008, pelo DEM, e reeleito pelo PSD, em 2012, para exercer cargo até dezembro de 2016. Foi candidato a deputado federal na última eleição, também pelo PSD, em 2014, mas não conseguiu votos suficientes para assumir o posto.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2015/05/marco-aurelio-cunha-renuncia-na-camara-sp-e-vai-virar-diretor-da-cbf.html



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Bruna Benites é cortada da Seleção Brasileia



Bruna Benites, Brasil x EUA, futebol femininoFaltando menos de um mês para a Copa do Mundo de futebol feminino, a seleção teve mais um problema: a capitã do time, Bruna Benites, se machucou em um treino e está cortada da maior competição do ano. A recuperação do entorse no joelho deve demorar mais de seis meses.

Antes, Debinha, uma das principais jogadoras da "nove geração" da seleção, já havia se machucado. Ela também não vai para a Copa do Mundo. Bia Zanarato está se recuperando, e ainda é dúvida.


Três problemas para a seleção brasileira. Problemas que devem dificultar ainda mais a participação na competição.

O Brasil está no grupo com Coreia do Sul, Espanha e Costa Rica. O time é favorito para ficar em primeiro na chave, mas já teria uma pedreira nas oitavas de final, possivelmente a Suécia.

Apesar da derrota para a Alemanha por 4 a 0 em amistoso recente, ainda acho que a seleção vive a melhor fase desde a medalha de prata em 2008. Não digo que o time é favorito para a Copa do Mundo, papel que está com Alemanha e Estados Unidos.

Atrás da dupla vem a França (que o Brasil empatou duas vezes no ano passado), Japão (atual campeão mundial, mas que foi mal em amistosos recentes), os tradicionais nórdicos Noruega, Dinamarca (que não está na Copa, mas está montando um time muito bom) e Suécia, além de Brasil e Canadá. Um pouco atrás estão Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e Espanha.Fonte:http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/brasil-no-rio/post/capita-e-cortada-da-selecao-feminina-para-copa-do-mundo.html