terça-feira, 29 de julho de 2014

Copa de futebol feminino em Alto Araguaia




O MIXTO ESPORTE CLUBE participou de torneio na cidade de Alto Araguaia divisa com Goias, no ultimo final de semana,  e  a equipe adulta feminina do Mixto,  sagrou campeã no futebol de Campo e no futsal, a equipe está se preparando para o estadual de futebol de campo e o campeonato matogrossense de futsal.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasileiro Feminino: um Campeonato com clubes de camisa de mentirinha?

Olá amigos e amigas do VoaGoleiro.com! Mais uma quinta-feira e mais um dia para abordarmos assuntos relacionados ao Futebol Feminino!
Brasileirão Feminino com times de camisa! QUE MÁXIMO! Acho que não… não da forma como vai ser…
Muito se falou da participação dos clubes de camisa no Brasileirão Feminino e da saída então de alguns clubes que já trabalham com a modalidade há alguns anos e se destacam no cenário nacional.
Durante o debate, realizado na quinta-feira passada no Museu da República, no Rio de Janeiro, sobre “O futebol feminino que queremos para o Brasil”, o representante de um clube carioca utilizou as palavras certas para descrever a preocupação sobre a atuação dos clubes de camisa.
Suas palavras foram: “Tenho medo que a entrada dos clubes de camisa seja apenas uma grande mentira…”.
Concordei plenamente com sua declaração!
Eu já havia citado aqui anteriormente, assim como em meu facebook, blog, twitter e também em conversas com amigos que não basta ter a entrada de um clube de camisa para que a competição tenha destaque. É necessário que os clubes de camisa apresentem um planejamento e assumam um compromisso mínimo de pelo menos 3 anos de atuação e manutenção da equipe e de sua base para aí sim estimular e incentivar o crescimento e nova visão sobre a modalidade. Da mesma forma declarei não achar justa a entrada de clubes de camisa no lugar dos clubes que já trabalham na modalidade e ficaram de fora.
A preocupação em ter um campeonato com clubes de camisa de mentira se dá a partir do momento que o clube única e exclusivamente cede a camisa para uma equipe ou pessoa representar o clube, porém o clube não dá nenhum apoio estrutural e/ou financeiro para o mesmo.
Então nem o Ministério do Esporte, muito menos a CBF devem ficar felizes pela entrada de clubes de camisa. Pelo contrário! Se faz extremamente necessário repensar e se preocupar com o que de fato significa e se espera da participação dos clubes de camisa e pensar em como exigir um plano de ação de médio prazo a estas equipes e cobrar para que seja devidamente cumprido.
Pra início de conversa, retirar os clubes que já atuavam na modalidade é um erro grotesco que traduz pouco entendimento sobre futebol feminino no Brasil. E pelo visto a mesma pessoa que retirou os clubes montou a tabela da competição tendo um de seus grupos com fortes clubes para se matarem na primeira fase e apenas dois se salvarem e irem à próxima fase da competição.
Talvez a desculpa do grupo da morte seja para oportunizar que outras equipes cheguem mais longe. Mas se é pra isso, então vamos criar um plano nacional com participação da CBF e suas federações para desenvolver o futebol em cada estado e dar suporte a cada clube para ter um futebol feminino forte e possibilitar que equipes cheguem longe por mérito e não por ajuda em uma tabela mal pensada ou intencionalmente pensada pra isso. Mas isso é assunto pra outro texto!
Enfim, quanto à participação destes clubes de camisa, possivelmente não teremos todos eles participando de verdade; Teremos sim parcerias representando boa parte destes clubes de camisa sem nenhum investimento por parte do “grande clube” de pensamento pequeno ali representado.
O Futebol Feminino ganha só com clubes de camisa de verdade investindo de seu bolso e utilizando suas estruturas para montar e manter suas equipes para competições estaduais e nacionais. Sem planejamento e real investimento veremos apenas camisas sendo representadas e seus respectivos clubes brincando de entrar e sair da competição no ano que der na telha de acordo com os resultados dos seus “times de aluguel”, e então não contribuindo em nada no desenvolvimento da modalidade.
Temos um campeonato brasileiro feminino 2014 marchando para o crescimento da modalidade? Não acredito! O que temos é um campeonato brasileiro que vai na contramão do crescimento e que deixa extremamente clara a necessidade de novos rumos na gestão e no pensamento sobre futebol feminino no país!
E agora?
Nos resta companhar os próximos capítulos…
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