quinta-feira, 30 de junho de 2011

Marta e copa do Mundo

Marta: "Está mais do que na hora de chegar à final e fazer diferente"


'Estou super tranquila e tento passar isso para as meninas' "Queremos ser campeãs mundiais para que realmente possamos ter um futuro melhor para o futebol feminino no Brasil", afirma a atacante da seleção brasileira em entrevista à Deutsche Welle.

No gramado do centro esportivo nos arredores da cidade de Düsseldorf, na Alemanha, a seleção brasileira de futebol feminino começa a ensaiar os passos rumo a uma possível conquista inédita: a vitória na Copa do Mundo. O treino comandado pelo técnico Kleiton Lima é intenso. O sol do verão germânico, implacável.

No cantinho do campo, deitada de bruços, uma das jogadoras recebe tratamento rotineiro de recuperação muscular na coxa direita, com um pequeno aparelho de contração. É Marta, a estrela do time. Sorridente, ela observa no visor do aparelho o tempo que ainda falta para seguir recebendo os pequenos choques. "Podemos conversar agora, pode ser?", diz a alagoana à reportagem da Deutsche Welle, segundos antes de um dos integrantes da equipe técnica da seleção despejar sobre a cabeça da atleta uma pequena garrafa com água. "É batismo!", brinca o colega, diante dos risos de todos.

O clima de descontração ganha ar mais sério quando a alagoana de 25 anos começa a falar de sua determinação em levar para casa o troféu de campeã do mundo. "Está mais do que na hora de a gente chegar a essas finais e fazer diferente", sentencia, confiante.

Apesar do estupendo desempenho individual de Marta – eleita por cinco anos consecutivos a melhor jogadora do mundo – o time brasileiro vem sentindo nos últimos anos apenas o gosto amargo do segundo lugar: o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2007, na China, e duas medalhas de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e de Pequim, em 2008. "No Brasil, o segundo lugar não é considerado. Claro que não é um título, mas para o futebol feminino, que já passou por vários momentos difíceis, chegar a duas finais de olimpíada e uma de mundial é grande coisa", diz a atacante.

Atualmente jogando no New York Flash, dos Estados Unidos, a "Rainha Marta" avalia que, apesar da força do futebol norte-americano, são as alemãs que oferecem mais perigo neste mundial. "Quando você tem a torcida a seu favor, dá uma motivação a mais", explica. Ela garante, no entanto, que o grupo não vai se intimidar se topar com as alemãs ao longo da competição. "Temos que estar preparadas para enfrentar qualquer equipe", diz.

Deutsche Welle: Vocês estão otimistas com esta Copa na Alemanha? É a vez do Brasil?

Marta: Estamos super animadas e o otimismo existe sempre quando se trata de uma competição de alto nível, como é uma Copa do Mundo. E pelo fato de a gente vir já há muitos anos se destacando mundialmente nos torneios mais importantes, vai crescendo cada vez mais a vontade de conquistar um título de alto nível. A equipe está bem representada, tem meninas novas e também outras com bastante experiência. Espero que essa mistura de experiência de juventude possa trazer bons resultados já na estreia, para que a gente possa começar bem.

Como controlar a ansiedade neste momento?

Estou super tranquila, tento passar isso para as meninas também, para que quando chegar o momento certo a gente possa definir as coisas e não ter nada que atrapalhe psicologicamente. Agora vamos ter mais uma chance. Está mais do que na hora de a gente chegar a essas finais e fazer diferente. Já passamos por finais, já sabemos como é jogar em uma. Então encaramos de uma maneira não mais fácil, mas mais tranquila.

Das três equipes adversárias desta primeira fase (Austrália, Noruega e Guiné Equatorial), qual deve ser a mais dura?

Todas serão bastante difíceis, são adversárias que nós não temos tanto conhecimento. A não ser a Noruega, sabemos o estilo de jogo delas – um estilo bem forte, uma pegada bastante intensiva, com muita marcação. A Austrália vem se preparando já há algum tempo, é a atual campeã da Ásia, tem meninas novas, com alto nível. E por ser estreia também vai ser bastante difícil.

Existe a pressão da estreia?

Sem dúvida, a pressão sempre existe quando se trata de Brasil. E isso acontece devido aos destaques que viemos conquistando ao longo do tempo, como o vice-campeonato mundial (2007), e as duas medalhas de prata nas Olimpíadas (2004 e 2008). A pressão vem não apenas por parte do público brasileiro, mas também do público mundial, que já tem uma visão diferente da equipe brasileira.

Qual seleção deste mundial deverá dar mais trabalho para o time brasileiro em futuros confrontos?

Sem dúvida será a Alemanha, por estar jogando em casa. Sem menosprezar as outras equipes, mas quando você tem a torcida a seu favor, é lógico que isso dá uma motivação a mais. E também pelo fato de a Alemanha ser bicampeã mundial e estar sempre se destacando em competições de alto nível. É uma escola que já há muitos anos está em primeiro e segundo lugar no ranking. Mas o Brasil neste momento está pensando na estreia, nas três equipes que vai entrar no seu grupo nesta primeira fase. Temos que pensar uma coisa de cada vez. Mas se vier a Alemanha, ou os EUA, ou qualquer outra equipe que seja, temos que estar preparadas para encará-las.

Vocês chegaram a ver a partida da Alemanha contra o Canadá?

Vimos muito pouco. Aproveitei quando fui para a coletiva de imprensa, vi alguma coisa, mas não dava para me concentrar nas perguntas e ver o jogo ao mesmo tempo. Mas vimos que o Canadá é uma equipe muito forte, tanto que a Alemanha ganhou de 2 a 1, num jogo bem apertado. Sabemos que este Mundial será assim: com equipes fortes, um nível muito alto.

Como você está preparando para a marcação individual cerrada que os treinadores das equipes adversárias do Brasil provavelmente estão planejando?

Eu já convivo com esta pressão há muito tempo. A partir do momento em que você se destaca, recebe maior atenção por parte da imprensa e das adversárias. Em vez de colocar uma na marcação, eles colocam duas, uma na sobra. Acho que não vai ser diferente neste Mundial. Mas, se isso acontecer, espero que abra espaço para as outras meninas e elas possam aproveitar bastante.

Uma vitória nesta Copa poderia ajudar a mudar o cenário do futebol feminino no Brasil?

Essa é uma esperança que a gente tem: poder conquistar um título de alto nível, como uma Copa do Mundo, ou brigar por uma medalha de ouro nas Olimpíadas, para que a gente possa ter algo em mãos para reivindicar. Em geral, no Brasil, o segundo lugar não é considerado. Claro que não é um título, mas para o futebol feminino, que já passou por vários momentos difíceis, chegar a duas finais olímpicas e uma de Mundial é grande coisa. Mas a gente não quer só isso. Queremos ser campeãs mundiais para que realmente possamos ter um futuro melhor para a modalidade dentro do país.

Autora: Mariana Santos
Revisão: Alexandre Schossler

Patrocinios para futebol feminino

Patrocinadores apostam no apelo comercial do futebol feminino

Copa feminina tem menor escala do que o Mundial masculinoLucros gerados com o Mundial feminino na Alemanha não devem superar os da Copa de 2006. No entanto, estrategistas de mercado afirmam que ser parceiro do campeonato feminino é positivo para a imagem das empresas.

Há cinco anos, centenas de milhares de torcedores do futebol de todos os cantos do planeta desembarcaram na Alemanha para acompanhar de perto a Copa do Mundo masculina de 2006.

Os alemães ainda trazem na memória o clima de festa e alegria que tomou conta do país enquanto a bola rolava nos gramados. É grande a expectativa de que a festa da alegria se repita também no Mundial feminino que está acontecendo na Alemanha, mas não no campo dos negócios.
O economista Henning Vöpel, diretor da área de pesquisa Esporte e Economia no Instituto Internacional de Economia de Hamburgo, acredita que o volume de negócios no Mundial feminino será menor que o de 2006, no campeonato masculino.

"A copa feminina acontece em uma dimensão menor, com isso o impacto na economia também deverá ser reduzido. Quase ninguém deverá alterar seus hábitos de consumo. As férias de verão [na Europa] devem começar na normalidade de sempre. Bem diferente do que aconteceu no Mundial masculino", avalia Vöpel.
Segundo ele, mesmo com a Copa de 2006, a economia alemã não sofreu grandes impactos – houve uma ligeira queda no número de desempregados, "mas isso não se manteve por muito tempo".
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: O futebol feminino tem uma imagem simpática junto ao público
Se o número de visitantes na Copa de Futebol Feminino é bem menor do que o de cinco anos atrás, não se deve subestimar, porém, o significado do campeonato para os patrocinadores.

O Mundial feminino é considerado uma excelente plataforma de marketing. Os grandes patrocinadores, que fazem questão de se divulgarem como 'Parceiros oficiais', acabam faturando um espaço precioso na mídia. "Isso é o que a Copa feminina oferece: o alcance, o acesso aos seus consumidores", explica Vöpel.
Imagens associadas
A Copa feminina tem um bom apelo comercial, de associação da imagem. O pesquisador de Hamburgo usa como exemplo o futebol feminino e a companhia aérea: "Algumas características [da empresa aérea] são associadas ao esporte – o dinamismo, a juventude e o caráter internacional. Estas são características que se encaixam bem a uma companhia aérea e com as quais ela gostaria de ser associada", diz Vöpel.
"Para nós, a parceria com a Federação Alemã de Futebol é bastante interessante. A modalidade tem um grande número de adeptas na Alemanha, e também fora do país. Por isso também queremos estar presentes nesse meio", explica Boris Ogursky, porta-voz da Lufthansa.
Lufthansa afirma ser positivo associar sua imagem à da Copa
Ele ressalta que o sucesso do futebol da Alemanha é garantia de grande atenção internacional para a empresa patrocinadora. "Se a seleção alemã de futebol, seja a masculina ou a feminina, começa a ganhar, todo o país fica de olho na competição", afirma Ogursky.
Neste Mundial, a Lufthansa não pretende oferecer voos extras. Segundo o planejamento inicial, os voos disponíveis serão suficientes para transportar todos os torcedores que quiserem assistir aos jogos na Alemanha.
A companhia também não conta com grande aumento dos lucros por conta da movimentação com os jogos. "Mas provavelmente teremos passageiros adicionais em nossos voos", acredita o porta-voz.
Menor porte
Vöpel está convencido de que vale a pena investir em uma competição como a Copa feminina. "É só pensar que as seleções dos Estados Unidos, da China e do Brasil, principais mercados para as companhias aéreas atualmente, participam do Mundial este ano. E nestes países o futebol tem importância", avalia o economista.
Os jogos da Copa de 2006 aconteceram nos maiores estádios alemães, localizados em grandes cidades do país, como Munique, Dortmund, Berlim, Hamburgo e Gelsenkirchen. Já os torcedores que acompanharem as partidas da Copa feminina vão conhecer cidades menores, como Augsburg, Leverkusen e Sinsheim, isso prova, segundo Vöpel, que a dimensão desta Copa foi bem planejada.
"Os locais dos jogos não serão muito grandes, mas sim de porte médio", por isso o contribuinte alemão provavelmente não precisará compensar qualquer déficit nas contas, termina o economista.

Autor: Dirk Kaufmann (ms)
Revisão: Roselaine Wandscheer

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mixto e Caceres

Neste sabado as 17:00 em cáceres Mixto e Caceres em mais uma partida válida pelo campeonato estadul de futebol feminino.

sábado, 18 de junho de 2011

Mixto atropela o operário


Em tarde inspirada da jogadora Sol o Mixto atropelou o Operário pelo placar de 5 x 1 no estadio presidente dutra e segue firme na busca do titulo.